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sábado, 4 de fevereiro de 2023

O VELHO MERCADO DE SÃO BENTO DO UNA, ETERNIZADO NO HINO "RECORDANDO SÃO BENTO".

Mercado Público de São Bento do Una demolido em 1940 na administração do prefeito Manuel Cândido Carneiro da Silva. Foi construído em 1887 pelo português João José Ferreira.
Esta imagem que ilustra a presente postagem pertenceu ao acervo do são-bentense Mário Raimundo, irmão do saudoso professor Zezé Raimundo.
Mário, depois de servir ao Tiro de Guerra 44, em 1936, foi morar na longínqua Cuiabá, onde constituiu família.
A foto então deve ter sido tomada em 1937 e no verso dela está escrito que se pretende demolir o próprio municipal para o embelezamento da rua e construir o mercado em outro local.
Agradeço, penhorado, a remessa feita pelo jornalista cuiabano Francisco das Chagas Rocha e fico no aguardo de novas remessas por meio eletrônico.
Texto de Orlando Calado Orlando de Almeida Calado

 

O VELHO AÇOUGUE DE SÃO BENTO DO UNA


Embora não se dispusesse dos materiais hoje empregados na indústria da construção civil, o velho Açougue foi uma construção primorosa para aquela época. O atual Açougue, inaugurado nos anos finais da administração do prefeito Aldo Mariano, parece que já vem vem dando sinais de senectude e sofrendo os efeitos de uma "obra de carregação". É de se lamentar. Tudo nos faz crer que o Açougue desta foto foi construído na breve, porém, fértil administração do prefeito Manoel Cândido Carneiro da Cunha. Ao ensejo, lembremos de Augusto Lins dos Santos, que como presidente da Câmara de Vereadores, assumiu, por 3 meses a prefeitura de São Bento em fins de 1949 e início de 1950, fez obras e melhorias em São Bento e Cachoeirinha, com recursos próprios, calçando as principais ruas do centro da cidade.
Texto Orlando Calado

O CINEMA EM SÃO BENTO DO UNA AINDA BEM QUE EXISTE A FOTOGRAFIA


Na imagem vemos, a casa onde morou o Dr.Lourival Gonçalves Agra, o Cine Teatro Rex, construído por Osvaldo Celso Maciel sob a inspiração de sua esposa, dona Eurídice Alves de Siqueira, que depois, sob nova direção, mudaria o nome para o pernóstico "Plaza" e o consultório com a frente já "modernizada" do Dr. Lívio de Souza Valença onde, também, funcionava o laboratório protético do tio dele, Getúlio Alves Valença.
O cinema hoje não mais existe, no seu lugar funciona um Supermercado. A casa onde morou o Dr. Lourival só tinha as paredes da frente sendo que o restante foi abaixo.
O consultório não mais existe: foi para o beleléu. Por tudo isso, imitemos os generais romanos, dizendo muito alto e bom som:
- "Delenda São Bento do Una" antes que seja tarde demais".
Texto Orlando Calado

SÃO BENTO DO UNA ERA UMA BELA CIDADE E A GENTE ERA FELIZ MAS NÃO PERCEBIA


Que belo traçado da velha Praça Marechal Deodoro, hoje chamada de Cônego João Rodrigues. Quem souber precisar o ano da foto que se manifeste.
Mais alguns pormenores: note-se o coreto original, onde a Santa Cecília fazia suas retretas para gáudio de nossa gente; delicie-se com a beleza do prédio da Prefeitura muito invejado por outras cidades do entorno; na parte superior da foto, dá para notar que a Praça Barão do Rio Branco, hoje Adalberto Paiva, era dividida em dois passeios para inclusive efeito de trânsito de veículos motorizados; note-se a quantidade de veículos estacionados ou em movimento.
Aprecie os telhados entre eles o da Prefeitura e do sobrado.
Texto Orlando Calado

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

HELENA GUIMARÃES OU HELENA DO GALO

DONA HELENA GUIMARÃES.
 Nossa folclórica HELENA DO GALO, que deixou muitas histórias para serem contadas na sua querida SÃO BENTO DO UNA.
Foi mulher muito bonita na juventude, democratizou seu corpo, porque o que é belo deve ser usufruído sem egoismo.( pense numa Cláudia Raia, segundo Jurandir Teixeira)
Morou na Bahia, tinha uma boate, voltava a São Bento num carrão, com motorista.

Gastava muito dinheiro ajudando as pessoas, o que lhe dava prazer.
Ela contava uma história, comprovada por vários depoimentos de velhos sambentenses, que , numa destas vindas para a festa do BOM JESUS, o juiz da cidade, metido a galo, ficou louco de tesão quando viu a bela HELENA, no seu sapato alto de grife, com ouro nos braços em forma de serpente, com olhos de rubi, gostosa, gostosa, irresistível.
O doutor, hoje desembargador aposentado (digo o nome , não), intimou-a, em plena festa, através do oficial de justiça, a comparecer na sua casa.
Helena disse que fez ele rastejar e lamber seu rastro.
Entrou na política, candidata a vereadora. De boa fé, caridosa, dava dinheiro a eleitores picaretas e acreditava que votariam nela. Cada eleição uma nova decepção.
Na eleição de 1992, fizeram uma reunião da frente de libertação municipal, que reunia todo mundo, para analizar o mal(?) desempenho do coordenador.
O candidato PAULO BODINHO tinha me trazido de Recife para coordenar a campanha.
Houve uma articulação de insatisfeitos para me tirar do cargo.
Todo mundo falou e era só pau nas minhas costas. Terminada a reunião, HELENA gritou:
_ Espera aí! Ainda falta eu dar minha opinião .
_ Vai , fala...
_ QUANDO ME DISSERAM QUE ESSE SUJEITO TRABALHAVA NAS CAMPANHAS DE JARBAS VASCONCELOS, EU PENSEI:
BOA COISA ELE NÃO É, SENÃO NUM TINHA VINDO PARAR AQUI, ONDE O DIABO PERDEU AS BOTAS.
Foi a pá de cal.
Helena tinha o poder de se encantar numa pedra... Mas aí é outra história, depois eu conto.
Vai com Deus, Helena.

TEXTO DE RONALDO LEANDRO NO FACEBOOK

Joaquim Antônio de Melo, dito Joaquim Gordo


Joaquim Antônio de Melo, dito Joaquim Gordo (primitivamente Joaquim de Maria Gorda. Joaquim tinha um irmão conhecido como João Gordo).
Ele nasceu no sítio Fazenda Nova, município de São Bento do Una. Na juventude, tornou-se um grande contador de histórias que encantavam as plateias nas noites de luar. Como funcionário público municipal, exerceu funções de inspetor escolar, atuando principalmente nas escolas rurais e preparando futuras mestras na arte de desasnar que consistia em leitura, redação de um bilhete, assinar o nome e fazer as quatro operações aritméticas fundamentais. Segundo o escritor são-bentense do Una, Sebastião Soares Cintra (1922-2004), Joaquim Gordo, mesmo aos 85 anos de idade, possuía grande vivacidade mental e contava histórias que sua fértil imaginação criava, principalmente sobre os fatos mais importantes que se verificaram em diferentes épocas, envolvendo personalidades da vida social, política e econômica são-bentense do Una. Ainda de acordo com Cintra, o seu passado de autodidata obstinado, de leitor da História, fez-lhe granjear foros de autoridade em assuntos culturais. O juiz de direito, Alfredo Pessoa de Lima, devotava grande admiração por Joaquim Gordo a ponto de citá-lo num soneto em homenagem à nossa cidade:
São Bento
Praça em quadrado, alta branca e bela,
Igreja ao fundo; casas pequeninas,
Como bando de aves peregrinas,
Reunidas no aconchego da capela.
..
Feira e mercado. A gente tagarela
Falando sempre em coisas pequeninas:
Marcas de gado, balas assassinas,
Que abateram alguém lá na cancela.
...
Acocorado, Joaquim Gordo fala,
Em derredor, a tropa toda cala,
Escutando mentiras engraçadas.
...
São Bento amiga, de feições singelas,
Tuas casinhas, eu tenho sempre nelas
Visões de altas torres encantadas.

Foto e texto de Orlando Calado

domingo, 21 de julho de 2019

DR. CLÓVIS DE AZEVEDO PAIVA.


Por Orlando Calado

O ano era 1917. O lugar, São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco. O nascimento era de Clóvis de Azevedo Paiva, filho de Virgílio de Oliveira Paiva e Mariá de Azevedo Paiva. Na época, o menino interiorano ainda não sabia que se tornaria um dos maiores nomes da oftalmologia no Brasil.
Quando chegou ao Recife, Clóvis Paiva trabalhou como cantor e locutor da rádio Clube de Pernambuco para custear os estudos na Faculdade de Medicina do Recife, que na época era paga. Fez tanto sucesso que era conhecido como “o cantor romântico”. Ele se apresentava nos programas Hora azul das senhorinhas e Quarto de hora com Clóvis Paiva, além de ser um dos mais requisitados locutores da rádio. Tanto é que foi ele quem abriu a programação de gala no dia da inauguração das novas instalações da emissora. Mas o pensamento era único: ser médico.
Como médico, Clóvis Paiva foi responsável por dois feitos que ganharam relevância e notoriedade no país. Com apenas 29 anos, foi o segundo oftalmologista a realizar um transplante de córnea no Brasil, sendo o primeiro nas regiões Norte e Nordeste, no Hospital Pedro II, no Recife, em 1947; e, cinco anos depois, realizou a primeira cirurgia de catarata com implante de lente intraocular da América Latina, em 1952. A notícia se espalhou pelos quatro cantos do Brasil e contribuiu ainda mais para consolidar definitivamente a carreira do professor Clóvis Paiva, como passou a ser chamado por todos.
Aos 32 anos, tornou-se o primeiro professor catedrático de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco, onde, nos anos de 1965 a 1968, foi diretor. Entre 1979 e 1981, o professor Clóvis Paiva foi presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO, órgão máximo da oftalmologia brasileira. Ao longo da carreira, consolidou seu legado recebendo inúmeros prêmios, medalhas, títulos, diplomas de honra e placas de homenagens.
No livro Clóvis Paiva, um médico sem fronteiras, do jornalista Carlos Cavalcante, publicado em 2004 no Recife, há depoimentos de várias personalidades da área médica, de jornalistas, familiares e amigos. O livro guarda relatos emocionados do médico espanhol Joaquín Barraquer, considerado o maior oftalmologista da atualidade; do médico americano Louis J. Girard, professor do Baylor College of Medicine Houston, no Texas, um dos maiores oftalmologistas dos Estados Unidos; e do professor Rubens Belfort Júnior, oftalmologista mais conceituado no Brasil e no exterior.
Clóvis Paiva, que morreu em 2000, aos 82 anos, dedicou a vida inteira ao exercício da medicina e deixou para a oftalmologia brasileira uma rica história de sucesso.

domingo, 19 de abril de 2015

19 de abril dia do Exército Brasileiro

O Exército Brasileiro (EB) é uma das três Forças Armadas do Brasil, responsável, no plano externo, pela defesa do país em operações eminentemente terrestres, e, no interno, pela garantia da lei, da ordem e dos poderes constitucionais. O Comandante Supremo é o Presidente da República.

Entre 1808 e 1967, o responsável pela gestão do Exército foi o Ministério da Guerra. De 1967 a 1999, passou a ser denominado Ministério do Exército. Desde 1999, na estrutura do Governo do Brasil, o Exército está enquadrado no Ministério da Defesa, ao lado da Marinha e da Força Aérea.

Em tempos de paz, as tropas do Exército estão continuamente preparando-se para atuar em situações de conflito ou guerra. Além disso, são empregadas para a defesa da faixa de fronteira (tarefa conjunta com a força aérea) e para levar alimentos e serviços médicos a pontos isolados do território, participação e coordenação de campanhas sociais e pesquisas científicas (como as desenvolvidas no Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e garantir a democracia brasileira, apoiando as eleições. Na área da educação, cita-se como exemplo o Instituto Militar de Engenharia (IME), um dos mais proeminentes estabelecimentos de ensino superior do Brasil na linha científico-tecnológica.

Além de possuir o segundo maior efetivo entre os exércitos da América Latina (atrás da Colômbia), com 219.585 soldados, e uma reserva de 280.000 homens, que são convocados anualmente para apresentação, durante os cinco anos subsequentes ao desligamento (reserva que pode chegar a quase quatro milhões, se considerarmos os brasileiros em idade para prestar o serviço militar), o Exército Brasileiro também possui a maior quantidade de veículos blindados da América do Sul, somados os veículos blindados para transporte de tropas e carros de combate principais.2 Possui uma grande unidade de elite, com efetivos de comandos e de forças especiais, especializada em missões não convencionais, a Brigada de Operações Especiais, única na América Latina,3 4 5 além de uma Força de Ação Rápida Estratégica, formada por unidades de elite altamente mobilizáveis e preparadas (Brigada de Operações Especiais, Brigada de Infantaria Paraquedista,6 7 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel)8 e 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel)9 para atuar em qualquer parte do território nacional, em curto espaço de tempo, na hipótese de agressão externa.10 Além disso, possui unidades de elite especialistas em combates em biomas característicos do território brasileiro como o pantanal (17º Batalhão de Fronteira),11 a caatinga (72º Batalhão de Infantaria Motorizado),12 13 a montanha (11º Batalhão de Infantaria de Montanha)13 e a selva. As unidades de selva possuem renome internacional, reconhecidas como as melhores unidades de combate nesse ambiente do mundo13 . São formadas por militares da região amazônica e oriundos de outras regiões, profissionais especialistas em guerra na selva14 pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva. Essas unidades são enquadradas pelas 1ª, 2ª, 16ª, 17ª e 23ª Brigada de Infantaria de Selva.
A história do Exército Brasileiro começa oficialmente com o surgimento do Estado brasileiro, ou seja, com a independência do Brasil. Entretanto, mobilizações de brasileiros para guerra existem desde a colonização do Brasil. A data da primeira Batalha dos Guararapes (19 de abril de 1648), no contexto das invasões neerlandesas do Brasil, na qual o exército adversário dos Países Baixos foi formado genuinamente por brasileiros (brancos, negros e ameríndios), é tida como aniversário do Exército Brasileiro, como podemos constatar em seu brasão das armas a data 1648, na imagem ao lado.15

Em 1822 e 1823, o recém criado exército brasileiro derrotou a resistência portuguesa à independência, nas regiões norte-nordeste do país e na província da Cisplatina,16 assim como evitando a desfragmentação do território nacional nos anos seguintes.17 O Exército Nacional (ou Imperial como costumeiramente era chamado) durante a monarquia era dividido em dois ramos: o de 1ª Linha, que era o Exército de fato; e o de 2ª Linha, a Guarda Nacional, formada pelas antigas milícias e ordenanças herdadas dos tempos coloniais, comandadas por líderes regionais, grandes latifundiários e proprietários de escravos conhecidos a partir da independência, pelo título genérico de Coronéis.
Internamente, ao longo do período monárquico brasileiro e no começo do século XX, o exército reprimiu com sucesso várias rebeliões e revoltas, tanto civis como militares, tais como a Guerra de Canudos e a Guerra do Contestado. Por três vezes (entre 1889 e 1894, durante e imediatamente após a Proclamação da República; entre 1930 e 1945, durante o primeiro período Vargas; entre 1964 e 1985, durante o Regime militar no Brasil), assumiu pela força o comando do País, impondo sua visão político-social e modelos de desenvolvimento econômico que julgava apropriados. Nesse último período de exercício do poder, no auge da Guerra Fria, militantes de esquerda recorreram à guerrilha contra o regime, sendo derrotados. Lentamente, após pressões populares, crises econômicas, bem como o desgaste natural de anos no exercício do poder, a abertura política tornou-se inevitável, sendo conduzida do lado do regime pelo general Ernesto Geisel. Com a promulgação da Lei da Anistia em 1979, o Brasil lentamente iniciou a volta à democracia, que se completaria na década de 1980, com o Exército e as demais Forças Armadas se afastando do núcleo político, a partir da promulgação da atual constituição, em 1988.20

Externamente, durante o século XIX o exército se restringiu a conflitos militares relacionados com os países do Cone Sul, com os quais o Brasil faz fronteira. Participou de uma série de eventos bélicos na região, como a Guerra da Cisplatina,21 que resultou na independência do Uruguai; a Guerra do Prata, contra forças argentinas; a Guerra do Uruguai, na qual interveio em conflitos internos desse país; e a Guerra do Paraguai, na qual formou uma Aliança com seus vizinhos para combater o ditador Solano López, no maior conflito já visto na América do Sul.17
Durante o século XX o exército teve modesta participação nas duas Guerras Mundiais, do lado Aliado. Na I Guerra enviou em 1918 uma Missão Militar à Frente Ocidental e, em 1944 durante a II Guerra, contribuiu no combate ao Nazifascismo com uma Divisão de Infantaria na Campanha da Itália. Desde o fim da década de 1950 tem atuado em diversas missões de paz patrocinadas pela ONU. Esse papel foi incrementado após o término da Guerra Fria, cenário no qual o exército foi chamado a respaldar uma política externa brasileira independente, além de enviar diversos observadores militares para várias regiões do mundo em conflito. No ano de 2004, o Exército Brasileiro passou a comandar as forças de paz que se encontram no Haiti.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Perguntas de um operário que lê

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilònia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sòzinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas
Bertold Brecht

domingo, 14 de julho de 2013

FILINTO MULLER – O HOMEM DE CONFIANÇA DE GETÚLIO VARGAS


Nascia em Cuiabá (MT) no dia 11 de Junho de 1900, uma das figuras mais temidas do Distrito federal: Filinto Muller, o Chefe de Polícia do Distrito federal (a polícia era então chamada de "cabeças de tomate", e ganharam esse apelido da população pela farda cáqui e o quepe vermelho que usavam. Essa força chegou a contar com 500 homens no Distrito Federal) de 1933 até 1942.
Era conhecido por andar com um quebra-nozes no bolso do paletó, que utilizava para quebrar os dedos dos presos, enquanto eram torturados para falarem. Estima-se que 20.000 pessoas foram detidas nesse período no Distrito Federal. Homem de confiança de Getúlio Vargas, atuava tanto no combate a integrantes da esquerda como de Integrantes da AIB (ação Integralista Brasileira), com fortes ligações e admiração pela Alemanha Nazista. Era assíduo frequentador da residência do Embaixador Alemão, situada na época em Santa Teresa e mantinha ligações inclusive com a GESTAPO alemã. Foi quem comandou a operação que prendeu Olga Benário e Luis Carlos prestes na fracassada Intentona Comunista de 1935.

Filinto Muller também participou ativamente no combate aos revoltosos da Revolução de 32 em São Paulo. Vargas costumava referir-se a ele como: “Incansável, sereno e persistente, obtendo resultados felizes sem necessidade de excessos”. É claro que a oposição do Estado Novo não concordava muito com isso.

Em 1942 cresce as pressões populares para que o Brasil declare guerra às potências do Eixo, e em julho desse mesmo ano a UNE, juntamente com vários sindicatos organizou um grande comício defendendo a entrada do Brasil na guerra. Filinto Muller se opôs ao comício entrando em choque com Oswaldo Aranha (que sempre foi pro-EUA e defendia a entrada do Brasil na guerra). Acabou afastado do cargo e de todas as funções no gabinete de Vargas (não havia mais clima para um defensor aberto da Alemanha com o Brasil em guerra contra o Eixo). Posteriormente foi eleito Senador por Mato Grosso por 4 mandatos consecutivos e foi presidente da ARENA (partido da base de sustentação do Regime Militar). Morreu em um acidente aéreo em 11 de julho de 1973 (conhecido voo Varig RG-820, em que 123 pessoas morreram, e contou com apenas 11 sobreviventes). Filinto Muller recebeu diversas condecorações do Estado Brasileiro e um dos salões do Senado tem seu nome como homenagem póstuma.


Referencias: LIMA, Augusto Cesar Pimentel do Monte. PORQUE A COBRA FUMOU. O Ambiente Politico, Declaração de Guerra e a Criação da FEB. Trabalho de Conclusão de curso (graduação em Historia), Universidade Federal Fluminese, Instituto de Ciencias Humanas e Filosofia, 2011.

Augusto Cesar P. M. Lima – Equipe História Agora