Após anos sem um matadouro municipal, São Bento do Una ganhou, em 2018, uma estrutura moderna para o abate de animais. A obra foi uma das realizações de destaque da gestão da então prefeita Débora Almeida.
São Bento do Una tem uma história profundamente ligada à pecuária e à comercialização de carnes. Por isso, a entrega de um novo matadouro público municipal representou uma mudança importante para o município e para os profissionais que dependiam de uma estrutura adequada para exercer sua atividade.
Foi nesse contexto que, em 28 de fevereiro de 2018, durante a gestão da então prefeita Débora Almeida, foi inaugurado o Matadouro Público Municipal João Coquinho.
A obra foi tratada pela administração municipal como uma importante conquista depois de anos em que o município não contava com uma estrutura própria para o abate. Segundo o relato da gestão, os marchantes enfrentavam dificuldades e precisavam recorrer a cidades vizinhas para realizar o abate dos animais, situação que representava deslocamento, custos adicionais e transtornos para quem trabalhava no setor.
Débora Almeida e a luta pelo novo matadouro
A construção do novo matadouro esteve entre as obras buscadas pela administração de Débora Almeida para melhorar a infraestrutura de São Bento do Una.
A prefeita acompanhou a luta pela concretização do equipamento, que acabou sendo entregue à população em 2018. A inauguração contou com a presença do então governador de Pernambuco, Paulo Câmara.
Mais do que a entrega de um prédio público, o novo matadouro representava, para os profissionais do setor, a possibilidade de voltar a realizar o abate dentro do próprio município.
Foram anos de dificuldades para São Bento do Una sem um matadouro municipal. Durante esse período, os marchantes precisavam enfrentar deslocamentos para outras cidades para realizar uma etapa fundamental de sua atividade.
A conquista do equipamento colocou fim a essa realidade e criou uma estrutura própria para atender à demanda local.
Uma estrutura planejada para atender o município
O investimento foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão, em uma estrutura com cerca de 3.649 metros quadrados.
O projeto foi dimensionado para uma capacidade de aproximadamente 60 animais por dia, sendo 20 bovinos, 20 caprinos e 20 suínos.
O complexo conta com áreas destinadas ao abate, curral, pocilga, aprisco, vestiários, administração, reservatório de água, caldeira e sistema de tratamento de esgoto.
A estrutura foi concebida para proporcionar condições mais adequadas para o abate e permitir maior controle sanitário sobre a carne produzida.
Inspeção e qualidade chegam à mesa
Uma das mudanças proporcionadas pelo novo equipamento foi a possibilidade de realizar o processo de abate sob acompanhamento e inspeção sanitária.
A carne que passa pelo processo de inspeção e é considerada adequada recebe a identificação correspondente à aprovação sanitária, oferecendo ao consumidor uma referência sobre a procedência e o controle realizado no produto.
Dessa forma, o matadouro passou a representar não apenas uma solução para os marchantes, mas também uma estrutura relacionada à saúde pública e à segurança dos alimentos consumidos pela população.
Depois da inauguração, novas melhorias
A entrega do Matadouro João Coquinho não encerrou as intervenções na estrutura.
Posteriormente, o equipamento recebeu melhorias, incluindo a ampliação dos currais e da fataria, além da pavimentação do entorno.
As intervenções contribuíram para melhorar as condições de funcionamento do equipamento e acompanhar as necessidades da atividade desenvolvida no local.
Uma obra que ficou marcada na história do município
O nome do equipamento também resgata a tradição de São Bento do Una na atividade de comercialização de carnes.
João Coquinho, nome pelo qual era conhecido João José Zeferino, foi um conhecido marchante e preparador de carne de sol de São Bento do Una, tendo sua trajetória ligada à tradição da carne no município.
Por isso, o nome dado ao matadouro representa também uma homenagem à história de uma atividade que faz parte da identidade econômica e cultural de São Bento do Una.
Uma conquista para quem esperou durante anos
Para os marchantes, a inauguração significou muito mais do que a abertura de uma nova estrutura pública.
Depois de anos enfrentando a falta de um matadouro no município e a necessidade de buscar alternativas em cidades vizinhas, São Bento do Una passou a contar novamente com uma estrutura própria.
A história do Matadouro Público Municipal João Coquinho está, portanto, diretamente relacionada a uma demanda antiga da população e dos trabalhadores do setor.
E a entrega desse equipamento, durante a gestão da então prefeita Débora Almeida, ficou marcada como uma das realizações importantes daquele período.
Foi uma obra que exigiu luta, articulação e persistência até sair do papel. E, quando finalmente foi entregue, representou para São Bento do Una o fim de uma longa espera por uma estrutura que atendesse aos marchantes, fortalecesse a atividade econômica local e contribuísse para que a carne chegasse à mesa dos cidadãos com mais controle e segurança.
Do campo à mesa, uma conquista de São Bento do Una
O Matadouro João Coquinho permanece como símbolo de uma demanda que atravessou anos e que, em 2018, finalmente ganhou uma resposta concreta.
Para quem viveu o período em que os animais precisavam ser levados para outras cidades, a inauguração representou uma mudança significativa na rotina de trabalho.
Uma cidade que tem na pecuária e na carne parte importante de sua história precisava de um matadouro. Débora Almeida lutou pela realização dessa obra e, em sua gestão, São Bento do Una finalmente viu esse antigo sonho se transformar em realidade.