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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Bandeira fica amarela, e contas de luz terão cobrança extra em novembro


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (28) que os consumidores brasileiros vão voltar a pagar a taxa extra das bandeiras tarifárias a partir de novembro. No mês que vem, passa a vigorar a bandeira de cor amarela, o que implica na cobrança de R$ 1,50 para cada 100 kWh de energia consumidos.

A cobrança da taxa havia sido suspensa em abril deste ano, quando passou para a cor verde pela primeira vez desde que o sistema entrou vem vigor, em janeiro de 2015. A bandeira permaneceu verde até outubro, ou seja, por 7 meses.

Em nota, a Aneel jusficou a mudança alegando que "a condição hidrológica está menos favorável" no país. Isso significa que a falta de chuvas levou à redução no armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas e, como consequência, foi necessário acionar um número maior de térmicas (usinas que produzem eletricidade por meio da queima de combustíveis) para atender à demanda por energia no país.

O sistema das bandeiras tarifárias foi criado justamente para arrecadar recursos que vão cobrir o custo extra com o uso de termelétricas. Isso é necessário porque elas geram energia mais cara que as hidrelétricas. As primeiras a ser acionadas são as termelétricas com custo de produção mais baixo. Conforme aumenta a necessidade, o governo determina o funcionamento das mais caras.
As bandeiras acompanham essa evolução. Quando há pouca ou nenhuma necessidade de geração por termelétricas, a bandeira fica verde e não há cobrança extra. Se essa necessidade aumenta um pouco, a bandeira fica amarela e passa a ser cobrado dos consumidores R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos.
Quando o custo com o uso dessas usinas sobe muito, a bandeira fica na cor vermelha, que tem dois patamares, e há uma cobrança extra nas contas de luz de R$ 3 ou R$ 4,50 para cada 100 kWh usados.
Fábio Amato

Do G1, em Brasília

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Inflação oficial fica em 1,24% em janeiro, diz IBGE

Esta foi a taxa mais elevada desde fevereiro de 2003.
Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,14%.
A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,24% em janeiro, depois de avançar 0,78% em dezembro do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa foi a taxa mensal mais alta desde fevereiro de 2003, quando ficou em 1,57%.
Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,14%, acima do teto da meta do governo para o IPCA, que é de 6,5%. A variação em 12 meses é a maior desde setembro de 2011, quando o índice atingiu 7,31%. Em janeiro de 2014 a taxa mensal havia ficado em 0,55%.
As despesas com habitação tiveram a maior alta de preços entre todas as pesquisadas pelo IBGE. A variação passou de 0,51% em dezembro do ano passado para 2,42% em janeiro, fortemente influenciada pela energia elétrica, que ficou 8,27% mais cara.
Também pressionaram o IPCA de janeiro, ainda que tenham registrado variações menores, o avanço de preços dos alimentos e bebidas (de 1,08% para 1,48%) e dos transportes (de 1,38% para 1,83%).
Nos alimentos, os maiores aumentos partiram de batata-inglesa (38,09%), feijão-carioca (17,95%) e tomate (12,35%).
Nos transportes, os destaques ficaram com ônibus urbano (8,02%), ônibus intermunicipal (6,59%), ônibus interestadual (1,21%), metrô (9,23%), táxi (2,63%), trem (8,95%). Também ficaram mais caros, de dezembro para janeiro, automóvel novo (1,03%) e usado (1,38%), conserto de automóvel (1,97%) e etanol (1,47%).
Outra alta partiu de despesas pessoais. Os preços desse grupo subiram, no geral, 1,68%, depois de avançar menos, 0,7%, no último mês do ano passado. O item que teve o preço mais reajustado foi o cigarro, que subiu quase 7%.
Já o item cigarro (6,89%), exerceu pressão no grupo das Despesas Pessoais (1,68%), junto com empregado doméstico (1,50%) e excursão (5,62%). A alta do cigarro foi em decorrência de reajustes em torno de 8% ocorridos em 31 de dezembro e 12 de janeiro.