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domingo, 21 de dezembro de 2014

Altemar Dutra

Altemar Dutra de Oliveira (Aimorés, 6 de outubro de 1940 — Nova Iorque, 9 de novembro de 1983) foi um cantor brasileiro. Sucesso em toda a América Latina, interpretando obras como "Sentimental Demais", "O Trovador", "Brigas" e "Que Queres Tu de Mim", boa parte das canções de autoria da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, foi progressivamente destacando-se no gênero musical bolero. De fato, veio a ser aclamado como o "rei do bolero" no Brasil.
Início da carreira
Iniciou sua carreira na Rádio Difusora de Colatina, no Espírito Santo, localidade para onde sua família havia se mudado, cantando uma música de Francisco Alves. Antes de completar sua maioridade, seguiu para o Rio de Janeiro, levando uma carta de apresentação para o compositor Jair Amorim, que o encaminhou a amigos do meio artístico. Tentou a sorte como crooner em boates e casas de espetáculos.
Primeiro disco
Gravou seu primeiro disco na Tiger, com "Saudade que vem" (Oldemar Magalhães e Célio Ferreira) e "Somente uma vez" (Luís Mergulhão e Roberto Moreira). Por volta de 1963, foi levado por Jair Amorim para o programa Boleros Dentro da Noite, na Rádio Mundial, e no mesmo ano Joãozinho, do Trio Irakitan, levou-o para a Odeon, onde foi contratado. Logo atingiu os primeiros lugares nas paradas de sucesso com Tudo de mim (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), tornando-se conhecido em todo o Brasil.
Carreira internacional
Em 1964 gravou com grande sucesso Que queres tu de mim, O trovador, Sentimental demais e Somos iguais (todas de Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Destacou-se também na América Latina, fazendo apresentações em vários países e gravando um LP com Lucho Gatica: El bolero se canta así. Com suas versões em espanhol, chegou a vender mais de 500 mil cópias na América Latina. Depois de ter dominado as paradas de sucesso locais, a partir de 1969 passou a conquistar fãs de origem latina nos Estados Unidos. Em pouco tempo tornou-se um dos mais populares cantores estrangeiros nos Estados Unidos. Apresentava um show para a comunidade latino-americana, no clube noturno "El Continente", em Nova Iorque, quando faleceu aos 43 anos, de derrame cerebral.

Foi casado com a cantora Marta Mendonça, tendo dois filhos, Deusa Dutra e Altemar Dutra Júnior, este também a seguir carreira artística.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Morreu nesta quarta-feira o último cangaceiro do bando de Lampião

Morreu nesta quarta-feira o último cangaceiro do bando de Lampião, Manoel Dantas Loiola, de 97 anos, mais conhecido como Candeeiro. Ele faleceu na madrugada de hoje no Hospital Memorial de Arcoverde onde estava internado desde a semana passada, após sofrer um derrame. O sepultamento está marcado para as 16h, no cemitério da cidade de Buíque.

Pernambucano de Buíque (a 258 quilômetros do Recife), Manoel ingressou no bando de Lampião em 1937, mas afirmava que foi por acidente. Trabalhava em uma fazenda em Alagoas quando um grupo de homens ligados ao famoso bandido chegou ao local. Pouco tempo depois, a propriedade ficou cercada por uma volante e ele preferiu seguir com os bandidos para não ser morto.

No final da vida, atuava como comerciante aposentado na vila São Domingos, distrito de sua cidade natal. Atendia pelo nome de batismo, Manoel Dantas Loyola, ou por outro apelido: seu Né. No primeiro combate com os “macacos”, quando era chamado de Candeeiro, foi ferido na coxa. O buraco de bala foi fechado com farinha peneirada e pimenta.

Teve o primeiro encontro com o chefe na beira do Rio São Francisco, no lado sergipano. “Lampião não gostava de estar no meio dos cangaceiros, ficava isolado. E ele já sabia que estava baleado. Quando soube que eu era de Buíque, comentou, em entrevista concedida ao Diario: ‘sua cidade me deu um homem valente, Jararaca’”.

Candeeiro dizia que, nos quase dois anos que ficou no bando, tinha a função de entregar as cartas escritas por Lampião exigindo dinheiro de grandes fazendeiros e comerciantes. Sempre retornava com o pedido atendido. Ele destacou que teve acesso direto ao chefe, chegando a despertar ciúme de Maria Bonita. Em Angicos, comentou que o local não era seguro. Lampião, segundo ele, reuniria os grupos para comunicar que deixaria o cangaço. Estava cansado e preocupado com o fato de que as volantes se deslocavam mais rápido, por causa das estradas, e tinham armamento pesado.

No dia do ataque, já estava acordado e se preparava para urinar quando começou o tiroteio. “Desci atirando, foi bala como o diabo”. Mesmo ferido no braço direito, conseguiu escapar do cerco. Dias depois, com a promessa de ser não ser morto, entregou-se em Jeremoabo, na Bahia, com o braço na tipóia. Com ele, mais 16 cangaceiros. Cumprindo dois anos na prisão, o Candeeiro dava novamente lugar ao cidadão Manoel Dantas Loyola. Sobre a época do cangaço, costumava dizer que foi “história de sofrimento”.


Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Polícia investiga morte de adolescente em saída de colégio no Paraná

Estudante de 15 anos foi morta a facadas em Guarapuava na terça-feira (29).
Três alunas do colégio e um rapaz são suspeitos de participação no crime. 

Do G1 PR, com informações da RPC Guarapuava
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Uma adolescente de 16 anos foi apreendida pela Polícia Militar na quarta-feira (30), em Guarapuava, a 257 km de Curitiba, por suspeita de participação no assassinato de uma outra adolescente, de 15 anos. Jéssica Borodiali dos Santos foi morta a facadas em frente ao Colégio Leni Marlene Jacob, em Guarapuava, quando saía das aulas na noite de terça-feira (29).

Testemunhas disseram à polícia que três meninas que estudam na escola esfaquearam Jéssica na região na barriga e, em seguida, fugiram. Um rapaz que estava em uma moto teria dado cobertura às adolescentes que teriam cometido o crime.

As outras duas menores e o rapaz são procurados pela polícia.

Colegas de classe da vítima informaram que ela vinha recebendo ameaças há alguns dias. “Foi inveja porque a Jéssica era uma menina bonita... nunca fez mal a ninguém”, disse um deles.
De acordo com a diretora da escola, Carime Kaminski, Jéssica era uma menina sem histórico de indisciplina. “Eu atribuo que seja rixa, seja confusão, inveja e que gerou um clima de bastante violência e que veio a gerar o que aconteceu aqui na escola”, afirmou.

O pai de Jéssica, Marcio Lima dos Santos, disse que o policiamento nas escolas é deficiente. “Espero que um dia o nosso policiamento seja efetivo e que eles possam realmente tomar conta dos nossos colégios. E que os nossos meninos sejam educados para o bem, que não venham dessas famílias desestabilizadas e que fazem o que fizeram com a minha menina”, desabafou.

Moradores do bairro onde fica a escola chegaram a fechar uma das ruas em protesto a falta de policiamento na região. Segundo eles, as brigas na saída das aulas são frequentes.
 fonte: globo.com