| Qui, 01/08/11 15h14 | |
A líder estudantil chilena Camila Vallejo afirmou nesta quarta-feira (31), em Brasília, que veio ao Brasil para conhecer a experiência do movimento estudantil brasileiro. Em discurso em frente ao Banco Central, ela defendeu que a relação dos estudantes com a sociedade está mais avançada no Brasil e que a realidade local serve de lição para o Chile. “No Brasil, o movimento se articulou com a sociedade e o governo ao longo da história e teve conquistas, ainda que pequenas. No Chile, vivemos há anos um descontentamento muito grande e só agora conseguimos uma aproximação com a sociedade”, comparou. Os estudantes chilenos protestam há cerca de dois meses pela gratuidade da educação superior. Na semana passada, eles se uniram a grevistas da maior central sindical do país numa paralisação de dois dias que terminou com mais de 1.400 detidos, 200 feridos e um adolescente morto. A polícia assumiu a culpa pela morte do jovem, e o governo chamou os estudantes para negociar. Camila Vallejo participa da manifestação UNE e UBES que defende investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. Hoje são investidos cerca de 5%. O protesto também pede que 50% do fundo social do pré-sal sejam repassados somente para a educação e que as taxas de juros brasileiras sejam reduzidas. Não somos modelo de um país de perspectiva, só de falta de oportunidade e de educação" Camila Vallejo, líder estudantil chilena. A chilena, estudante de geografia da Universidade do Chile, disse ainda que a visita dos presidentes da UNE e da UBES, ao Chile, na última semana, serviu para que eles começassem a pensar uma estratégia comum. “Nenhum país está isolado e as conquistas de ontem de um lugar são as dificuldades de outro na atualidade”, comentou. Segundo Camila, a imagem que se projeta do Chile no exterior, de um país desenvolvido, não é a mesma que a população local tem. “Não somos modelo de um país de perspectiva, só de falta de oportunidade e de educação.” De acordo com Camila, as principais queixas dos estudantes chilenos são o preço das universidades e a qualidade do ensino, que não se relacionam com o mercado de trabalho. Manifestação Os manifestantes realizaram uma lavagem simbólica da entrada do Banco Central. Por volta das 10h, eles seguiram para o Congresso Nacional, onde pretendem se reunir com lideranças. Eles também tentarão se encontrar com a presidente Dilma Rousseff para entrega de uma carta com reivindicações. A manifestação em Brasília encerra o “Agosto Verde Amarelo”, uma jornada nacional formulada pela UNE e que resultou em série de manifestações, ocupações e atos públicos em diversas regiões do país. |
Mostrando postagens com marcador Camila Vallejo defende aproximação com movimento estudantil brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Camila Vallejo defende aproximação com movimento estudantil brasileiro. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Camila Vallejo defende aproximação com movimento estudantil brasileiro
Assinar:
Postagens (Atom)